Domótica no Algarve

Uma casa está bem automatizada quando ninguém lá dentro tem de pensar na automação. As luzes estão no nível certo sem ninguém as ajustar. Os estores já se moveram. Uma visita entra numa divisão e encontra um interruptor onde deve estar um interruptor. O sistema que fez tudo isso não é mencionado, porque nunca foi notado.

É um resultado bastante mais difícil do que uma casa cheia de funcionalidades impressionantes, e decide-se quase todo antes de alguém ver um ecrã.

KNX ou Control4 — e porque não é uma questão de gosto

Instalamos as duas, e a escolha sai do que a casa precisa e não do que preferimos vender.

O KNX é uma norma internacional aberta, não a linha de produtos de um fabricante. Equipamentos de centenas de marcas trabalham entre si, a programação vive num ficheiro de projecto, e — a parte que mais conta daqui a dez anos — a instalação não depende de nenhuma empresa continuar a existir. Qualquer parceiro KNX certificado, em qualquer lado, pode mantê-la ou ampliá-la. É a escolha natural para iluminação, estores, clima e para a infraestrutura de uma casa grande.

O Control4 é uma plataforma proprietária, com uma experiência de utilização bastante mais cuidada e uma integração de áudio, vídeo e serviços de streaming muito mais fácil. Onde o centro de gravidade da casa é o entretenimento, é frequentemente a resposta certa.

Em muitas casas a resposta honesta é as duas: KNX na infraestrutura, Control4 na experiência, com uma interface documentada entre elas. É a combinação que instalamos com mais frequência, e é também aquela pela qual o nosso trabalho foi distinguido — internacionalmente pela Control4 com o European Best Lighting Project, e a nível nacional com o Prémio Projeto KNX 2020.

O que evitamos, em qualquer das direcções, é um sistema montado com aparelhos de consumo em que cada um depende de um serviço na nuvem diferente. Funcionam lindamente durante um ano. Depois falham um a um, em silêncio, quando um fabricante muda uma API ou descontinua um produto — e a essa altura já estão dentro das paredes.

A casa tem de funcionar para quem não tem aplicação

É o teste mais útil de um projecto de domótica, e o que mais vezes se falha.

Uma visita, uma empregada, um pai idoso e uma criança precisam todos de entrar numa divisão e acender a luz. Isso significa teclados físicos, gravados com o que realmente fazem, nas posições onde a mão procura um interruptor — com a aplicação como comodidade por cima, nunca como única forma de entrar.

Uma casa que só pode ser operada por quem a encomendou, a partir do telemóvel dessa pessoa, não está automatizada. Está dependente.

O que vale a pena automatizar, e o que não vale

A automação ganha o seu lugar onde retira uma decisão que alguém teria de tomar repetidamente, ou onde faz aquilo que uma pessoa não consegue.

  • Sombreamento contra o sol. No Algarve isto é engenharia térmica e não conforto — o sombreamento exterior pára o ganho solar antes de atravessar o vidro, e um sistema que segue a posição real do sol e a temperatura interior poupa mais do que qualquer regulação de ar condicionado. Ver iluminação e sombreamento.
  • Cenários de iluminação. Quatro camadas de luz a mudar em conjunto é uma atmosfera; um circuito a baixar é um regulador.
  • Clima por zona e por presença, em vez de um termóstato a decidir por um piso inteiro.
  • Energia. Passar a filtragem da piscina e as águas quentes para o pico solar, e fazer ceder o carregador do carro em vez de disparar o disjuntor. Ver gestão de energia.
  • Ausência. Uma casa vazia durante meses devia estar a vigiar-se: temperatura, humidade, fugas de água, alarme, rede. Ver manutenção e assistência.

E o que não vale a pena: tudo o que torne uma acção comum mais lenta do que a versão manual, e tudo cujo modo de falha deixe alguém às escuras.

Cenários que sobrevivem ao contacto com uma família

Quase toda a desilusão com domótica vem de cenários desenhados para uma demonstração e não para uma casa habitada. Um cenário chamado Cinema que também fecha os estores é encantador em Novembro e irritante às sete da tarde em Julho.

Os cenários que duram são os aborrecidos — Manhã, Noite, Sair, Dormir, Visitas — e duram porque foram ajustados depois de a família viver com eles algumas semanas. Contamos com essa visita de ajuste, porque a primeira configuração é uma hipótese.

A infraestrutura define o tecto

Tudo o que está acima depende de decisões tomadas durante a construção, e é aí que os projectos de domótica se ganham ou se perdem em silêncio.

Quantos circuitos de iluminação, e agrupados como. Se há par de controlo a cada luminária. Onde vive o bastidor e se é ventilado. Se há tubagem com fio-guia para os sítios em que ainda ninguém pensou. Se a rede foi projectada ou improvisada. Se há esperas para o carregador, para a bateria e para o portão que ainda não existem.

Nada disto é caro na fase de tubagem. Tudo isto é caro, ou impossível, depois. É a razão pela qual preferimos entrar ao lado do projecto eléctrico e não a seguir a ele.

Remodelação, e ser honesto sobre ela

Uma casa habitada e sem tubagem é outro problema, e tem respostas reais — KNX sem fios e topologias híbridas, controlo ao quadro em vez de ponto a ponto, e sombreamento e climatização que não exigem cablagem nova.

O que uma remodelação raramente entrega é o projecto de iluminação, porque esse depende de circuitos que já existem. Preferimos dizê-lo no início a deixar que se descubra no fim.

O sistema é seu

A programação de uma instalação KNX vive num ficheiro de projecto. Esse ficheiro, as telas finais, o esquema de endereçamento, o desenho do bastidor e as credenciais pertencem ao dono da casa, e são entregues.

Uma casa cuja configuração existe apenas no portátil de uma empresa não pode ser assistida por mais ninguém, não pode ser ampliada por mais ninguém, e perde valor em silêncio no momento da venda. Dizemos isto sabendo que é contra o nosso interesse comercial imediato. É a favor do interesse do cliente, e ao fim de vinte anos provou ser também a favor do nosso.

Como corre um projecto

  1. Programa. Como a casa vai ser usada, por quem, e durante que parte do ano.
  2. Projecto. Plataforma, topologia, circuitos, posições de teclados, estrutura de cenários e a infraestrutura que daí decorre.
  3. Coordenação com a obra. Nas mesmas plantas da instalação eléctrica, enquanto mudar de ideias ainda é barato.
  4. Instalação e programação. Com técnicos próprios.
  5. Comissionamento e entrega. Explicado a toda a gente que vai usar a casa, e não apenas a quem assinou.
  6. Ajuste e acompanhamento. Porque a primeira configuração é uma hipótese.

Ver a funcionar

O nosso showroom em Quinta do Lago tem uma instalação completa a funcionar — cinema, iluminação, áudio e controlo. Vinte minutos numa sala acabada resolvem perguntas que nenhuma especificação resolve.

Integramos tecnologia em casas do Algarve desde 2006, como dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX. Parte do trabalho está na página de obras.

Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.