Manutenção e Assistência no Algarve

Uma casa integrada não é um electrodoméstico que se entrega e se esquece. É um sistema de várias dezenas de aparelhos, a maioria ligada a serviços que mudam sem pedir licença, num edifício que fica vazio boa parte do ano, num clima que é duro com electrónica.

A entrega é o início da vida desse sistema, não o fim do projecto. Esta página descreve o que fazemos depois — incluindo em casas que não fomos nós a instalar.

O que avaria de facto

Ao fim de vinte anos, a lista de causas reais é curta e quase nunca é a que as pessoas esperam:

  • Actualizações de firmware. Um televisor actualiza-se de madrugada, renegoceia a ligação de vídeo de outra maneira, e de manhã o projector mostra um ecrã preto. É de longe a avaria audiovisual mais comum, e é desencadeada por uma actualização que ninguém pediu.
  • O operador de internet. Um router trocado numa visita de avaria leva com ele a configuração da rede, e o acesso remoto, as câmaras e o controlo param todos ao mesmo tempo. O técnico que o fez estava a resolver outro problema.
  • Alimentação. Micro-cortes e picos que não se notam vão matando fontes ao longo dos anos. É o que mais beneficia de UPS bem dimensionada.
  • Contas e serviços. Uma palavra-passe que expira, um serviço de streaming que muda de autenticação, um certificado que caduca.
  • Ambiente. Maresia nos equipamentos exteriores, calor dentro do bastidor, pó nas ventoinhas.

Repare que quase nada disto é uma peça a partir-se. Quase tudo é o mundo a mudar por baixo de um sistema que estava bem configurado.

Vigiar a casa a partir de fora dela

A maior parte das casas do Algarve de que tratamos é ocupada algumas semanas ou meses por ano. Nesse padrão, esperar que o dono reporte uma avaria significa que a avaria é descoberta à chegada, no pior momento possível, pelas pessoas menos capazes de fazer alguma coisa quanto a ela.

Instalamos sistemas que podem ser monitorizados à distância, e vigiamos as coisas que dão aviso: aparelhos que saíram de linha, discos de gravação a reportar erros, temperatura dentro do bastidor, UPS a funcionar em bateria ou a reportar bateria em fim de vida, ligação à internet a cair repetidamente, e processadores de controlo a reiniciar quando nada devia estar a reiniciá-los.

Antes de uma chegada fazemos uma verificação pré-estadia — aquecimento e arrefecimento a responder, água quente, câmaras e alarme saudáveis, rede e acesso remoto verificados, televisores e áudio a chegar aos seus serviços, carregador operacional. Leva uma hora à distância e evita a maior parte do que de outra forma seria uma emergência na primeira noite.

Primeiro remoto, no local quando é preciso

A grande maioria dos problemas é diagnosticada e resolvida sem ninguém se deslocar — um serviço reautenticado, um aparelho reiniciado pela ordem certa, uma configuração reposta.

Isso só é possível quando a casa foi construída para o permitir: acesso remoto seguro que não depende de expor nada à internet, equipamento que reporta o seu próprio estado, e documentação suficientemente boa para que quem atende o telefone saiba o que está no bastidor.

As actualizações são uma decisão, não um acontecimento

Guardamos as actualizações para a casa e aplicamo-las com intenção, por uma ordem que faça sentido, com a configuração salvaguardada antes e com caminho de volta se a versão nova se comportar de outra maneira. Onde um aparelho insiste em actualizar-se sozinho — os televisores são os reincidentes — contamos com isso no projecto, para que o efeito fique contido.

O sistema pertence ao dono

A programação de uma instalação KNX vive num ficheiro de projecto. Esse ficheiro — juntamente com as telas finais, o esquema de endereçamento, o desenho do bastidor e as credenciais — pertence ao dono da casa, e entregamo-lo.

Uma casa cuja configuração existe apenas no portátil de uma empresa é uma casa que não pode ser assistida por mais ninguém, não pode ser ampliada por mais ninguém, e perde valor em silêncio no momento da venda. Dizemos isto sabendo que é contra o nosso interesse comercial de curto prazo; é a favor do interesse do cliente, e a longo prazo é a favor do nosso.

Assumir um sistema instalado por outra pessoa

Uma parte substancial deste trabalho são casas onde o integrador original deixou de responder, fechou, ou saiu da região. É uma situação com solução, e vale a pena ser realista sobre como.

Se existir documentação e o ficheiro de projecto, a transição é rápida. Quando não existe, o que é comum, o sistema continua a existir e continua a funcionar, e a informação pode ser recuperada: o barramento pode ser varrido para enumerar os aparelhos e os seus endereços, o bastidor e a cablagem podem ser levantados e seguidos, e o comportamento pode ser observado e registado. O resultado é um conjunto de documentação reconstruído que descreve o que está realmente instalado.

Dá trabalho, não é gratuito, e é uma vez só — depois disso a casa volta a ser assistível, por nós ou por quem quer que seja.

Envelhecimento, peças e obsolescência

Tratado com intenção, isto é um não-acontecimento: saber que componentes se aproximam do fim de vida, ter em stock as peças críticas cujo falhanço pararia a casa, e substituir por plano em vez de por avaria.

Tratado por omissão, a mesma situação chega como emergência em Agosto, com a peça indisponível.

O que cobre uma relação de manutenção

Monitorização remota do que dá aviso; verificação pré-estadia antes de cada chegada; diagnóstico e resolução remota; gestão de actualizações; visitas periódicas para o que precisa de mãos — limpeza de bastidor, verificação de exteriores, ensaio de baterias; e documentação mantida actualizada à medida que a casa muda.

Trabalhar com a iHome

Trabalhamos em casas do Algarve desde 2006, o que significa que boa parte do que instalámos já tem idade suficiente para ter sido testada. Somos dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, com distinção nacional pelo trabalho de integração.

Se tem uma casa cujo sistema ninguém acompanha — instalada por nós ou não — ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.