Iluminação e Sombreamento no Algarve
A luz e o controlo da luz natural são as duas coisas que decidem como uma casa se sente, e são as duas que mais vezes ficam para as últimas semanas da obra — quando as decisões que contavam já foram tomadas por outra pessoa.
É por este trabalho que a iHome foi distinguida duas vezes: com o Control4 European Best Lighting Project, julgado internacionalmente, e com o Prémio Projeto KNX nacional. Ambos foram atribuídos a projecto de iluminação e controlo, e é por isso que esta página é mais específica do que a maioria. Mais sobre os prémios.
Quatro camadas, não um circuito
Uma divisão bem iluminada tem quatro camadas independentes:
- Ambiente — a luz de fundo que dá nível geral sem dar carácter.
- Tarefa — bancada, secretária, leitura, espelho. Posicionada de forma a que quem a usa não fique na sua própria sombra, que é a falha de praticamente todas as cozinhas iluminadas só a meio do tecto.
- Acento — o que faz olhar: um quadro, uma parede de pedra, uma árvore lá fora.
- Decorativa — os candeeiros que se vêem, e que são objectos antes de serem luz.
Separá-las é o que torna uma divisão utilizável para o pequeno-almoço, para trabalhar e para um jantar que acaba tarde. É também o que dá sentido aos cenários: um cenário que muda quatro camadas é uma atmosfera; um cenário que baixa um circuito é apenas um regulador.
A especificação que separa bom LED de mau LED
Luminárias que parecem idênticas na página do fornecedor comportam-se de forma muito diferente depois de instaladas, e as diferenças medem-se:
- Restituição de cor. CRI de 90 ou superior é a base para uma casa, e o número que vale a pena pedir à parte é o R9 — a componente de vermelho profundo, omitida da média publicada, que decide se a comida, a madeira, a terracota e a pele parecem certas ou ligeiramente mortas.
- Consistência de cor. Duas luminárias dos mesmos 2700 K nominais podem ser visivelmente diferentes entre si. A especificação que controla isto é a elipse de MacAdam, e 3 passos ou menos é o que impede que uma fila de embutidos pareça uma fila de embutidos ligeiramente diferentes. É o defeito visível mais comum em instalações que por tudo o resto foram caras.
- Comportamento na regulação. A maior parte da desilusão com LED é problema de driver, não de lâmpada. Drivers baratos saltam em degraus visíveis em vez de deslizar, tremem a baixa potência, e cortam por completo à volta dos 10% — exactamente a zona em que uma casa fica regulada à noite. Um bom driver desce suavemente até 1% ou menos e mantém-se lá.
- Cintilação. A modulação invisível a níveis baixos aparece como bandas em todos os vídeos de telemóvel feitos na divisão, e está associada a dores de cabeça e fadiga visual em exposição prolongada. Vale especificar contra ela, sobretudo em cozinhas e zonas de trabalho.
- Encandeamento. Uma fonte recuada no interior do corpo, ou atrás de uma grelha alveolar, desaparece; uma fonte à face olha de volta. A diferença custa pouco e é a razão pela qual alguns tectos se lêem como calmos e outros como uma constelação.
Como a luz é controlada
A regulação por fase — o método tradicional, que corta a onda da rede — continua adequada para instalações pequenas, desde que o tipo de regulador e o tipo de driver estejam emparelhados. O desencontro produz zumbido, tremor e avaria precoce, e as combinações nem sempre estão documentadas.
O DALI endereça cada luminária individualmente através de um par de controlo. Grupos, cenários e comportamento passam a ser configuração em vez de cablagem, e cada luminária reporta o seu próprio estado — o que significa que uma lâmpada fundida se identifica numa lista em vez de se procurar a pé pela casa. Numa casa de qualquer dimensão, poder reagrupar a iluminação mais tarde sem refazer cablagem vale o custo modesto acrescentado na primeira fase.
Seja qual for a topologia, há um princípio que se mantém: a casa tem de funcionar para quem não tem aplicação nenhuma. Uma visita, uma empregada, um pai idoso e uma criança precisam todos de entrar numa divisão e acender a luz. Isso significa teclados físicos, gravados com o que fazem, nas posições onde a mão procura um interruptor — com a aplicação por cima, como comodidade, nunca como única forma de entrar.
Temperatura de cor ao longo do dia
A luz de manhã e a luz de fim de noite não deviam ser a mesma. Sistemas com temperatura de cor variável permitem uma luz mais fria e mais viva durante o dia e mais quente ao fim da tarde, acompanhando o que o corpo espera.
Feito com discrição, nota-se pouco e sente-se muito. Feito com exagero, a casa parece um espectáculo. A diferença está em variar dentro de intervalos estreitos e em não deixar a transição visível.
Sombreamento: no Algarve, isto é engenharia térmica
Numa casa algarviana moderna, com grandes áreas de vidro, o sombreamento não é decoração — é o principal instrumento de controlo de ganho térmico. Um vidro exposto a sol de Verão traz para dentro mais calor do que qualquer sistema de climatização consegue retirar com conforto e a custo razoável.
O ponto essencial: o sombreamento exterior é várias vezes mais eficaz do que o interior, porque pára a energia antes de ela atravessar o vidro. Um estore interior, por mais bonito que seja, actua depois de o calor já estar dentro.
Automatizar o sombreamento como deve ser
O erro comum é automatizar por horário. O sol não anda por horário — anda por estação, e por nuvem.
Um sistema que funciona usa a posição real do sol calculada para a latitude e para o dia, sensores de radiação e de temperatura, e regras por fachada: baixar quando o sol incide e a temperatura interior está a subir, levantar quando deixa de incidir para devolver a vista, e não fazer nada quando está encoberto. No Inverno, a lógica inverte-se — deixa-se entrar o sol de manhã para aquecer.
Acrescenta-se ainda o vento: qualquer toldo ou palas exteriores precisam de recolher automaticamente acima de um limite, sob pena de se perderem numa noite.
Onde a iluminação e o sombreamento encontram tudo o resto
Numa casa com KNX ou Control4, a iluminação e o sombreamento deixam de ser sistemas isolados: um cenário de saída apaga circuitos, fecha sombreamento e ajusta o clima; um alarme de noite acende um caminho seguro; a presença dá luz baixa nos corredores sem acordar ninguém; e o sombreamento coopera com a climatização em vez de trabalhar contra ela.
Como corre um projecto
- Projecto de iluminação. Camadas por divisão, posições, ângulos e níveis — antes de escolher marcas.
- Especificação. CRI e R9, consistência de cor, comportamento de regulação, encandeamento e tipo de driver.
- Circuitos e controlo. Agrupamento, topologia, posições de teclados e nomes dos cenários.
- Coordenação com a obra. Caixas, caminhos e reforços antes de fechar tectos.
- Programação e afinação. Feita à noite, na casa, com os móveis lá dentro — que é a única altura em que se vê o resultado.
Trabalhar com a iHome
Projectamos iluminação, sombreamento e controlo em conjunto com a instalação eléctrica, desde 2006, em casas do Algarve. Somos dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, e é precisamente neste trabalho que fomos distinguidos duas vezes.
Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.