Painéis Solares Fotovoltaicos no Algarve
O Algarve tem cerca de três mil horas de sol por ano — dos melhores recursos solares da Europa. Isso torna o fotovoltaico fácil de justificar e, pela mesma razão, fácil de especificar mal: quando o recurso é generoso, até um sistema mal dimensionado produz alguma coisa, e ninguém repara no que deveria ter produzido.
A iHome projecta e instala fotovoltaico como parte do projecto eléctrico e energético da casa, ao lado da monitorização, do armazenamento e do carregamento de veículos.
Dimensionar pelo consumo, não pelo telhado
O erro mais comum no solar doméstico é dimensionar pela área disponível. O resultado é um sistema que produz um excedente grande ao meio-dia que a casa não consegue usar — e esse excedente vale muito menos do que a electricidade que substituiria.
A distinção é toda a economia do assunto:
- A electricidade que produz e consome substitui electricidade que teria comprado, ao preço a que a compra.
- A electricidade que injecta na rede vale bastante menos por kWh.
Por isso o número que interessa não é a potência instalada mas a taxa de autoconsumo — a fracção do que produz que efectivamente usa. Um sistema mais pequeno e bem ajustado ao perfil da casa bate com frequência um sistema maior que exporta metade.
É também por isso que começamos por medir. Uma casa com piscina, bomba de calor e ocupação diurna tem um perfil completamente diferente de uma casa de férias vazia durante a semana, e pedem sistemas diferentes. Sem dados de consumo, dimensionar é adivinhar com ar de engenharia.
Orientação e inclinação: o máximo anual nem sempre é o objectivo
À latitude do Algarve — cerca de 37°N — um painel virado a sul com 30 a 35° de inclinação produz o maior total anual. É a resposta dos manuais, e é muitas vezes a resposta errada.
Virado a sul, o sistema concentra a produção à volta do meio-dia. Se a casa consome sobretudo ao fim da tarde e à noite, boa parte desse pico é exportada barato e a energia da noite é comprada cara.
Há duas alternativas que vale a pena considerar:
- Virado a poente: produz menos no total do ano, mas desloca a produção para mais tarde, acompanhando o consumo do fim do dia.
- Repartido nascente–poente: achata a curva — menos ao meio-dia, mais nas duas pontas. O total desce modestamente e o autoconsumo sobe, muitas vezes mais do que o suficiente para compensar.
Em telhados inclinados a decisão resume-se a que águas usar. Em coberturas planas, onde a inclinação e a orientação são realmente livres, isto passa a ser uma escolha de projecto — e merece ser tomada com intenção, não por hábito de virar tudo a sul.
Os detalhes que decidem se produz
O sombreamento não é proporcional. Uma chaminé, uma platibanda ou uma única palmeira a sombrear um módulo podem arrastar uma string inteira, porque módulos em série ficam limitados pelo mais fraco. Onde o sombreamento não se pode evitar, electrónica ao nível do módulo ou um inversor com vários MPPT independentes recupera quase toda a perda. E o sombreamento avalia-se ao longo do ano, não no dia da visita: o sol de Inverno é muito mais baixo e as sombras muito mais compridas.
Dimensionamento do inversor. O inversor especifica-se normalmente um pouco abaixo do pico DC do gerador. Um rácio DC/AC ligeiramente acima de 1 corta meia dúzia de horas no topo dos dias mais claros e melhora o desempenho em todas as outras, porque na prática o gerador raramente atinge a potência de chapa.
Calor. Os painéis perdem eficiência à medida que aquecem, tipicamente 0,3 a 0,4% por cada grau acima de 25 °C. Num telhado algarvio em Agosto, temperaturas de módulo bem acima do ambiente são normais. A fixação que deixa caixa de ar por trás conta mais aqui do que em climas frios — e os sistemas integrados na cobertura, que retêm calor, pagam a estética em produção.
Sal e poeira. Junto ao mar acumula-se sal; no interior, pó e pólen de Verão. Ambos reduzem a produção devagar o suficiente para ninguém dar por isso. Uma limpeza ocasional recupera-a, e é a monitorização que diz quando é preciso — não o calendário.
Baterias: depois da medição, não antes
O armazenamento desloca o excedente do meio-dia para a noite, e é a forma mais eficaz de subir o autoconsumo depois de optimizada a orientação. É também o componente mais caro por unidade de benefício, e o mais sobredimensionado com frequência.
A capacidade deve sair do défice nocturno medido — quanto é que a casa consome depois de a produção parar — e não de um número redondo. Uma bateria maior do que a falta da noite passa a vida meio vazia; uma bastante mais pequena entrega menos do que se esperava.
As baterias dão ainda uma coisa que nada tem que ver com economia: continuidade durante uma falha de rede, se o sistema for configurado para isso. Exige capacidade específica do inversor e comutação adequada, e decide-se no projecto — porque sem essa provisão o que acontece numa falha é o sistema desligar-se, painéis incluídos, por segurança de quem trabalha na rede.
Monitorização: sem ela está a adivinhar
Todos os sistemas que instalamos ficam monitorizados — produção, consumo, taxa de autoconsumo e injecção, registados em contínuo. Responde a perguntas que de outra forma não têm resposta: se a produção caiu por causa do tempo ou porque alguma coisa está a falhar, se os painéis estão sujos, se uma string saiu de serviço, e se o sistema está a entregar o que foi projectado.
Um sistema não monitorizado que perca uma string pode andar meses a produzir a menos sem ninguém saber. É o seguro mais barato da instalação toda.
Onde o solar encontra o resto da casa
Um gerador fotovoltaico sozinho é um gerador. Ligado aos restantes sistemas da casa, passa a ser outra coisa.
As cargas adiáveis passam para o pico de produção — filtragem da piscina, águas quentes, máquinas. O carregamento do carro absorve o excedente que iria para a rede a preço baixo. A bateria carrega em função da previsão e do consumo esperado, e não simplesmente sempre que há sol. E, onde a casa tem KNX ou Control4, tudo isto aparece na mesma interface do resto — não numa aplicação à parte que ninguém abre passado o primeiro mês.
É nestas interacções que está a maior parte do valor real, e dependem de os sistemas terem sido projectados para se verem uns aos outros. Decide-se no início; entre sistemas comprados a fornecedores diferentes, acrescentar isto depois é difícil e caro.
Registo e conformidade
As instalações de autoconsumo em Portugal têm de ser registadas, com requisitos que dependem da potência instalada e de haver ou não injecção na rede. Tratamos desse processo como parte da instalação.
Como corre um projecto
- Análise de consumo. Facturas e, sempre que possível, um período de monitorização, para trabalhar sobre o perfil real e não sobre um perfil suposto.
- Visita técnica. Estrutura e estado da cobertura, águas disponíveis, sombreamento ao longo do ano, caminhos de cabo e onde vivem inversor e armazenamento.
- Projecto. Implantação, estratégia de orientação, inversor e bateria, produção e autoconsumo esperados, e o trabalho eléctrico necessário.
- Instalação e comissionamento. Fixação, DC e AC, protecções, monitorização e ensaios.
- Registo e entrega.
- Acompanhamento. Monitorização e manutenção.
Trabalhar com a iHome
Projectamos instalações eléctricas em casas do Algarve desde 2006, somos dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, e o nosso trabalho em KNX foi distinguido com o Prémio Projeto KNX 2020. O solar é especificado ao lado da instalação eléctrica, da monitorização de energia e do carregamento de veículos — e não como uma compra separada — porque é aí que os sistemas se reforçam ou se atrapalham.
Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.