Carregadores para Veículos Eléctricos no Algarve

Instalar um ponto de carregamento é apresentado como um trabalho simples, e para um número pequeno de casas é mesmo. Para a maioria é a maior carga eléctrica alguma vez acrescentada à instalação, e se funciona bem ou mal depende quase inteiramente de decisões tomadas antes de se fixar seja o que for à parede.

A iHome projecta e instala carregamento em moradias, empreendimentos e hotelaria no Algarve, como parte do projecto eléctrico e energético — e não aparafusado por cima dele.

Um carregador não é um electrodoméstico

Um carregador de 7,4 kW consome cerca de 32 A em contínuo, durante horas. É mais do que o resto da casa somado, e sustentado muito mais tempo do que um forno, uma placa ou um ar condicionado alguma vez estão a plena potência. As instalações domésticas são dimensionadas com factor de simultaneidade — o pressuposto de que nem tudo funciona ao mesmo tempo. Um carregador quebra esse pressuposto todas as noites.

Por isso a primeira pergunta nunca é qual o carregador. É o que a alimentação aguenta, e o que acontece quando o carro e a casa querem potência ao mesmo tempo.

Escolher a potência

Mais não é automaticamente melhor, e sobredimensionar é o erro mais comum e mais caro.

Potência Alimentação Corrente Autonomia por hora*
3,7 kW Monofásica 16 A ~20 km
7,4 kW Monofásica 32 A ~40 km
11 kW Trifásica 16 A ~60 km
22 kW Trifásica 32 A ~120 km

* Aproximado, para um veículo com consumo na ordem dos 18–19 kWh/100 km. Varia bastante com o modelo, a temperatura e a condução.

Um carro parado doze horas num carregador de 7,4 kW recebe cerca de 400 km de autonomia — muito acima do uso diário típico. Potências mais altas justificam-se em três situações: veículos que fazem várias voltas por dia, casas com mais do que um carro eléctrico a partilhar a alimentação, e veículos cujo carregador de bordo aceita mesmo essa potência. Este último ponto escapa com frequência: é o carro, e não o carregador, que define o tecto. Muitos aceitam apenas 7,4 ou 11 kW em corrente alterna, e um carregador de 22 kW entrega simplesmente menos.

Quase todo o carregamento na Europa é Modo 3 segundo a IEC 61851, com ficha Type 2. As unidades com cabo fixo são mais cómodas no dia-a-dia; as de tomada aceitam qualquer cabo e lidam melhor com veículos variados e uso partilhado.

Gestão dinâmica de carga: a característica que mais importa

Se desta página ficar só uma coisa, que seja esta.

Sem gestão de carga, o carregador puxa a potência máxima sempre que há um carro ligado, independentemente do resto. A casa descobre o limite da pior maneira: o forno, a placa de indução, o ar condicionado e o carro coincidem, a potência contratada é excedida e o disjuntor geral dispara — tipicamente à hora de jantar, e tipicamente com visitas.

A solução habitual é aumentar a potência contratada. Significa pagar mais todos os meses, para sempre, por capacidade que faz falta alguns minutos por dia.

A gestão dinâmica de carga resolve o problema como deve ser. Um contador ou um transformador de corrente no ponto de entrega mede o consumo total em contínuo. O carregador recebe essa leitura e ajusta o que puxa à folga que sobra — descendo até 6 A enquanto a cozinha trabalha, e voltando ao normal quando deixa de trabalhar. O carro demora mais nessas noites e fica carregado à mesma de manhã. Ninguém em casa dá por nada, que é precisamente o objectivo.

Onde vários pontos partilham a mesma alimentação — um condomínio, um prédio, o parque de um hotel — o mesmo princípio reparte a capacidade disponível entre eles, em vez de exigir uma infraestrutura dimensionada para todos os carros a carregar em simultâneo, coisa que nunca acontece.

Carregar do próprio solar

Onde a casa produz electricidade, o carregador pode absorver o excedente que iria para a rede por uma fracção do seu valor. O sistema compara a produção com o consumo da casa e encaminha a diferença para o carro.

Há três modos típicos: só excedente, em que o carro carrega apenas do que os painéis produzem além do que a casa usa; híbrido, com um mínimo garantido complementado pela rede; e agendado, em que uma hora de partida e um estado de carga desejado passam à frente da economia.

O limite honesto. A IEC 61851 fixa uma corrente mínima de carregamento de 6 A — cerca de 1,4 kW em monofásico. Abaixo disso o veículo não carrega de todo. Num dia encoberto, ou com um sistema modesto, o excedente pode nunca chegar a esse patamar, e o sistema ou puxa alguma energia da rede para compensar ou espera. Carregar do sol é genuinamente valioso, e não é o mesmo que andar de carro de graça. Quem lhe disser o contrário está a vender-lhe alguma coisa.

É também o argumento mais claro para projectar produção, armazenamento, monitorização e carregamento em conjunto, e não como compras separadas. O valor está na interacção, e a interacção não se acrescenta depois entre sistemas que não se vêem.

OCPP, e porque vale a pena exigi-lo

O OCPPOpen Charge Point Protocol — é a norma aberta pela qual um ponto de carregamento fala com um sistema de gestão. As versões 1.6J e 2.0.1 são as de uso corrente.

Para um carregador doméstico isolado importa menos. Para qualquer instalação partilhada importa muito, porque significa:

  • A instalação não fica presa ao serviço na nuvem de um fabricante, que pode mudar condições, cobrar ou simplesmente encerrar
  • Controlo de acesso por cartão RFID ou aplicação, para os pontos servirem residentes ou hóspedes e não quem passa
  • Contagem e facturação por utilizador, que é o que torna o carregamento viável em condomínios, hotéis e alojamento local
  • Monitorização e diagnóstico remoto, para uma avaria ser identificada antes de alguém a reportar

Especificamos equipamento com OCPP por norma.

O que envolve uma instalação correcta

  • Avaliação da alimentação. Potência contratada, fases, carga existente e se o quadro tem espaço para o circuito.
  • Circuito dedicado. Cabo dimensionado para carga contínua ao longo do percurso real, com queda de tensão calculada e não assumida.
  • Protecção diferencial. A IEC 61851 exige protecção contra corrente residual contínua. Ou um diferencial Tipo B, ou um Tipo A combinado com detecção de 6 mA DC integrada no carregador — este segundo é o caminho habitual e mais económico, desde que a unidade a inclua mesmo.
  • Terra. Verificada por medição. Onde o regime de neutro não permite um ponto exterior directamente, é preciso eléctrodo de terra dedicado ou dispositivo de protecção apropriado.
  • Localização e índice de protecção. Unidades exteriores com IP adequado ao ambiente — no litoral algarvio isso significa maresia e UV forte, e não só chuva. Percurso do cabo e posição de estacionamento pensados para o cabo chegar sem ficar pisado.
  • Gestão de carga. Contagem no ponto de entrega e comunicação entre contador e carregador.
  • Integração. Onde a casa tem KNX ou Control4, o estado e o controlo do carregamento pertencem à mesma interface do resto.

Empreendimentos, hotelaria e alojamento

As instalações partilhadas levantam questões que uma moradia nunca levanta: como se reparte a capacidade, como se atribui e factura o consumo, quem pode carregar e quando, e como a infraestrutura cresce à medida que a adopção aumenta sem ter de ser refeita.

A abordagem económica é quase sempre instalar cabo e capacidade para o número final de pontos e montar só os necessários agora, apoiando-se em gestão de carga em vez de numa alimentação sobredimensionada. Meter infraestrutura num parque acabado custa várias vezes o que custa durante a construção.

No alojamento turístico, o carregamento passou a ser um filtro de pesquisa dos hóspedes. Vale tratá-lo como comodidade com controlo de acesso, e não como uma tomada aberta.

Trabalhar com a iHome

Projectamos o carregamento como parte do sistema eléctrico e energético — alimentação, produção, armazenamento e veículo em conjunto — porque é aí que ou funciona com elegância ou dá problemas. Instalamos sistemas eléctricos em casas do Algarve desde 2006, somos dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, com distinção nacional em KNX.

Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.