Áudio e Vídeo Multiroom no Algarve

O áudio multiroom é vendido como uma questão de colunas. Não é. Um sistema multiroom é decidido pela infraestrutura — onde passam os cabos, onde ficam os amplificadores, como as zonas são agrupadas — e essa infraestrutura ou foi pensada antes de fechar paredes ou vai limitar tudo o que se fizer depois.

Em contrapartida, um sistema bem projectado desaparece: há música onde faz falta, ao volume certo, e ninguém tem de pensar em como a pôr a tocar.

Zonas antes de equipamento

A primeira decisão não é a marca — é quantas zonas independentes a casa precisa e onde ficam as fronteiras.

Uma cozinha e uma sala em espaço aberto podem ser uma zona ou duas, e a resposta depende de como a família vive: se alguém cozinha enquanto outra pessoa vê televisão a três metros, são duas. Um terraço com piscina é quase sempre zona própria, porque o nível de que precisa não tem nada que ver com o interior.

Zonas a mais tornam o sistema difícil de usar; zonas a menos tornam-no irritante. É uma decisão de conversa com o cliente, não de tabela.

Colunas: posição antes de preço

Colunas encastradas no tecto são a solução discreta e são também a mais fácil de aplicar mal. Uma coluna de tecto radia para baixo, e uma pessoa de pé numa cozinha está fora do eixo de praticamente todas elas.

Regras que valem mais do que a marca: afastar do canto entre parede e tecto — uma coluna encostada à parede ganha grave a mais e definição a menos; espaçar de forma a que a cobertura se sobreponha, tipicamente cerca de uma vez a altura do tecto; e usar unidades com tweeter orientável onde os ouvintes não estão por baixo.

Em zonas exteriores, o critério muda: a maresia do litoral algarvio destrói equipamento não preparado em poucas épocas, e a reflexão em superfícies duras — pedra, água, vidro — faz com que o som exterior precise de mais fontes a menos volume, e não de duas colunas grandes a gritar.

Amplificação e distribuição

Os amplificadores vivem no bastidor, não nas divisões. Isso mantém a casa silenciosa, o calor num sítio ventilado, e a manutenção num sítio só.

A distribuição pode ser analógica ou por rede. Sobre rede, o áudio viaja como dados até junto do amplificador, o que dá flexibilidade de agrupamento e permite acrescentar zonas sem refazer cablagem — desde que a rede tenha sido projectada para isso, com segmentação e prioridade adequadas. É o argumento mais forte a favor de tratar a rede como infraestrutura e não como um router num armário.

Vídeo: distribuir é diferente de ligar

Levar imagem de uma fonte a vários televisores parece trivial e não é. O HDMI não gosta de distâncias, e a maior parte dos problemas de vídeo em casas grandes são problemas de handshake e de largura de banda: um televisor que actualiza o firmware de madrugada e de manhã negoceia de outra maneira, e a partir daí a imagem não aparece.

Resolve-se com distribuição sobre rede ou com matrizes adequadas, com extensores dimensionados para a resolução e para o comprimento reais, e com uma escolha deliberada sobre onde vivem as fontes — porque uma fonte por televisor é simples e cara, e uma matriz é elegante e exige projecto.

Controlo: a parte que decide se o sistema é usado

Um sistema multiroom é julgado por uma coisa só: se uma visita consegue pôr música sem pedir ajuda.

Isso significa teclados físicos nas zonas principais, com funções óbvias, e a aplicação por cima como comodidade. Significa também nomes de zona que correspondem ao que as pessoas dizem — “cozinha”, não “Zona 3” — e cenários que fazem o que o nome promete.

Numa casa com KNX ou Control4, o áudio e o vídeo pertencem à mesma interface da iluminação e do clima. Um cenário de jantar baixa as luzes, fecha o sombreamento e põe música na zona certa ao nível certo, e é um botão.

Onde encontra o cinema

Uma sala de cinema é o extremo desta disciplina, com regras próprias de acústica, geometria e calibração. Se é isso que procura, a página certa é a do cinema privado.

O que as duas têm em comum é o princípio: a qualidade final é decidida pela sala e pela instalação, e não pela lista de equipamento.

Como corre um projecto

  1. Levantamento. Como a casa é usada, por quem, e em que zonas.
  2. Projecto. Zonas, posições de coluna, amplificação, distribuição de vídeo, controlo e infraestrutura.
  3. Coordenação com a obra. Cablagem e caixas antes de fechar tectos.
  4. Instalação e afinação. Níveis por zona, equalização onde faz falta, nomes e cenários.
  5. Entrega. Com o sistema explicado a quem o vai usar — incluindo a quem só quer carregar num botão.

Ouvir antes de decidir

Temos showroom em Quinta do Lago, montado precisamente para que as diferenças descritas aqui possam ser ouvidas em vez de discutidas.

Projectamos áudio e vídeo em casas do Algarve desde 2006, como dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, com distinção internacional e nacional pelo trabalho de integração.

Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.