Redes e Wi-Fi no Algarve
Tudo o resto neste site depende desta página. O cinema, o controlo de iluminação, as câmaras, o carregador do carro, a monitorização solar e o aquecimento correm todos sobre a rede da casa — e todos são julgados pelo dono como pouco fiáveis quando o que é pouco fiável é a rede por baixo deles.
É também o sistema mais consistentemente subespecificado nas casas do Algarve, porque é invisível até falhar e porque a parte visível — um router dentro de um armário — custa quase nada. A iHome projecta e instala a cablagem estruturada, a comutação e a cobertura sem fios de uma casa como infraestrutura de engenharia, nas mesmas plantas da instalação eléctrica.
Cabo primeiro, sem fios depois
Todo o equipamento que não anda de um lado para o outro deve ir a cabo: televisores, receptores, consolas, pontos de acesso, câmaras, gravadores, controladores. Cada aparelho que sai do sem fios devolve tempo de antena a quem precisa mesmo dele — o telemóvel e o tablet.
Um canal de cobre está limitado a 100 m entre o bastidor e a tomada, cabos de ligação incluídos. Casas compridas e anexos separados precisam de um bastidor intermédio ou de fibra.
A categoria importa menos do que a instalação. O Cat6A suporta multi-gigabit com folga, mas um lanço de Cat6 bem instalado bate um lanço de Cat6A que foi vincado numa esquina, agrafado com força ou puxado além do limite de tracção. O raio de curvatura e o afastamento face à cablagem de energia é que decidem o desempenho real.
Wi-Fi: o problema raramente é cobertura
O edifício trabalha contra si. A construção algarvia — lajes de betão armado, alvenaria espessa e, cada vez mais, vidro de controlo solar metalizado — atenua muito os 5 GHz. Um único router a um canto da casa produz exactamente aquilo que as pessoas descrevem: sinal cheio, nada a carregar. O aparelho continua associado a um ponto de acesso distante a um débito tão baixo que ocupa o tempo de antena que todos os outros estão à espera.
O que as pessoas sentem é o roaming. Ir da sala para o terraço e a chamada cair não é falta de cobertura; é o aparelho a agarrar-se a um ponto de acesso muito depois de haver um melhor disponível. Bem resolvido — pontos de acesso com sobreposição planeada, débitos mínimos configurados para empurrar os aparelhos a reassociar, e os mecanismos de assistência do 802.11k, v e r activos — a transição é invisível. Com as configurações de origem, é a queixa mais comum em casas grandes.
O espectro é finito e partilhado com os vizinhos. A banda dos 2,4 GHz tem três canais que não se sobrepõem; num resort ou condomínio, os três estão cheios. Usar canais largos de 80 MHz nos 5 GHz duplica a velocidade no papel e reduz na prática o número de canais disponíveis, pelo que em ambientes densos canais mais estreitos entregam com frequência mais débito real. O Wi-Fi 6E e o 7 abrem a banda dos 6 GHz, que é limpa e de curto alcance — excelente para uma casa moderna densa, e inútil como substituto de ter pontos de acesso suficientes.
Segmentação: uma rede só não chega
Numa casa moderna convivem coisas que não deviam conviver: portáteis de trabalho, telemóveis de hóspedes, televisores, câmaras, sensores e controladores. Muitos destes aparelhos têm firmware que nunca será actualizado.
A separação faz-se por VLAN, tipicamente: casa, hóspedes, domótica, segurança. Cada uma com as suas regras. Os hóspedes chegam à internet e a mais nada. As câmaras não falam com a rede de trabalho. Um televisor comprometido não é uma porta para o resto.
Energia, protecção e o bastidor
O bastidor não é um armário — é equipamento. Precisa de ventilação, de alimentação limpa e de UPS, porque uma falha de energia curta que reinicia o router deixa a casa sem controlo durante minutos, e uma falha suja estraga fontes de alimentação ao longo dos anos.
Precisa também de estar organizado e etiquetado. Metade do custo de qualquer intervenção futura decide-se aqui: um bastidor documentado resolve-se em minutos, um bastidor emaranhado resolve-se em horas — e paga-as o cliente.
A ligação à internet, e a casa onde não está ninguém
Numa casa usada parte do ano, a ligação à internet é o que mantém tudo o resto alcançável: câmaras, alarme, aquecimento, monitorização de energia, diagnóstico remoto. Se cair, a casa fica muda.
Por isso vale a pena considerar redundância — uma segunda ligação, ou failover móvel — e vale sobretudo a pena monitorizar a ligação, para se saber que caiu antes de alguém precisar dela.
Gerida, não apenas instalada
Equipamento gerido permite ver o que se passa: que aparelhos estão ligados, a que débito, com que qualidade de sinal, e o que mudou desde o mês passado. Sem isso, o diagnóstico de qualquer queixa começa do zero e acaba em suposições.
É também o que permite resolver a maior parte dos problemas à distância, o que no Algarve, com casas usadas por temporadas, é a diferença entre um problema resolvido na hora e uma deslocação marcada para a semana seguinte.
Como corre um projecto
- Levantamento. Planta, construção, onde vive cada equipamento, e como a casa é realmente usada.
- Projecto. Pontos de rede, localização do bastidor e dos pontos de acesso, segmentação e alimentação.
- Instalação. Cablagem, certificação dos lanços, configuração e etiquetagem.
- Verificação. Medição de cobertura e de débito nos sítios onde as pessoas estão, e não no corredor.
- Gestão. Monitorização, actualizações e apoio.
Trabalhar com a iHome
Construímos a infraestrutura técnica de casas do Algarve desde 2006 — eléctrica, rede, audiovisual e controlo num único conjunto de plantas, pela mesma equipa. Somos dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, com distinção nacional pelo trabalho de integração.
Se a casa está em construção, a rede é a coisa mais barata deste site para se fazer bem e a mais cara para corrigir depois. Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.