Segurança e Videovigilância no Algarve
A maior parte dos sistemas de segurança que somos chamados a ver funciona, no sentido em que as câmaras gravam e o alarme arma. Falham no momento em que são precisos, e por razões decididas no projecto: uma câmara que mostra que esteve lá alguém mas não quem, um alarme que tocou tantas vezes em falso que passou a ficar desarmado, um sistema a que ninguém conseguiu aceder do estrangeiro quando o vizinho telefonou.
A iHome projecta segurança como parte da infraestrutura eléctrica e de rede da casa — câmaras, detecção de intrusão, controlo de acessos e videoporteiro na mesma instalação documentada que tudo o resto, e não como uma caixa aparafusada por cima depois.
Câmaras: megapíxeis não são a especificação
A pergunta útil não é quantos megapíxeis tem a câmara, mas quantos píxeis por metro chegam ao sítio que interessa. Uma câmara de 8 MP a cobrir vinte metros de rua entrega menos detalhe útil do que uma de 4 MP a cobrir a entrada.
A norma europeia de videovigilância, a EN 62676-4, põe números nisto — e são os números com que vale a pena projectar:
- Detectar — cerca de 25 px/m. Está lá alguma coisa.
- Observar — cerca de 62 px/m. Detalhes característicos, roupa, comportamento.
- Reconhecer — cerca de 125 px/m. Consegue dizer se conhece a pessoa.
- Identificar — cerca de 250 px/m. Suficiente para identificar um desconhecido.
Um sistema projectado sem estes números produz aquilo que toda a gente já viu: imagens em que se percebe que aconteceu qualquer coisa e não se percebe o que foi. A decisão sobre que zonas precisam de identificar e quais só precisam de detectar é a decisão que define o sistema — e é uma decisão de projecto, não de catálogo.
A noite, e o sol
Quase todos os incidentes acontecem com pouca luz, e é exactamente aí que as especificações de folheto deixam de valer. O que decide é a abertura da objectiva, o tamanho do sensor e o comportamento do infravermelho — não a resolução.
No Algarve há ainda o problema inverso: contraluz. Uma câmara apontada a uma entrada com o sol atrás mostra uma silhueta preta o dia todo. Resolve-se com posicionamento e com WDR real, decidido na visita e não na montagem.
Os falsos alarmes são o modo de falha que acontece mesmo
Nenhum sistema é desligado por ser mau a detectar intrusos. É desligado por tocar quando não devia. Gatos, ramos ao vento, sombras em movimento, insectos à frente do infravermelho — e ao fim de três chamadas nocturnas, o sistema passa a viver desarmado.
Trata-se com detecção por objecto em vez de por movimento de píxeis, com zonas e máscaras pensadas, e com verificação cruzada entre detectores. Um sistema que toca uma vez por ano e tem razão vale mais do que um que toca todas as semanas.
Gravação, retenção e onde vivem as imagens
O armazenamento é aritmética: débito por câmara, vezes o número de câmaras, vezes os dias que quer guardar. O H.265 e a codificação inteligente por câmara reduzem isto substancialmente face a equipamento mais antigo, e gravar por evento em vez de em contínuo reduz ainda mais — ao custo dos segundos antes do evento, que é precisamente a razão pela qual os sistemas bem feitos mantêm em paralelo um fluxo contínuo de baixo débito.
Onde a gravação vive também importa. Um gravador na mesma casa que está a ser assaltada é uma vulnerabilidade óbvia, e resolve-se com cópia fora do local ou com o gravador em zona protegida.
Câmaras na internet: a parte que costuma estar mal
A forma mais comum de ver as câmaras de fora é também a pior: abrir portas no router directamente para o gravador. Isso põe um equipamento com firmware raramente actualizado exposto à internet inteira, e os motores de busca de dispositivos encontram-no em minutos.
O acesso remoto faz-se por VPN ou por serviço do fabricante com ligação de saída — nunca por encaminhamento de portas. E as câmaras vivem numa rede segmentada, sem acesso ao resto da casa.
Intrusão, acessos e a porta
Um sistema de alarme classifica-se pelo nível de ameaça que é projectado para resistir — a EN 50131 define quatro graus. O grau adequado depende do que está lá dentro e de quanto tempo a casa fica vazia, o que no Algarve é muitas vezes a maior parte do ano. Essa decisão determina detectores, protecção contra sabotagem, sinalização e autonomia, e deve ser tomada de forma explícita, e não herdada do que o fornecedor do painel costuma instalar.
No controlo de acessos e no videoporteiro, o critério é outro: tem de funcionar para quem lá vive e para quem lá trabalha — jardineiro, limpeza, gestão da casa — sem que isso signifique dar a chave a toda a gente nem obrigar alguém a estar em casa.
Onde se junta ao resto da casa
Numa casa com KNX ou Control4, a segurança deixa de ser uma aplicação à parte. Armar o alarme à saída pode fechar os estores, baixar o setpoint do aquecimento e desligar os circuitos de iluminação que ficaram acesos. Um alarme de noite pode subir a iluminação interior para um nível seguro em vez de deixar a casa às escuras, e um evento de intrusão pode iniciar gravação a débito máximo nas câmaras relevantes.
Privacidade e a lei
A videovigilância está sujeita ao RGPD. Em termos práticos, para uma casa: as câmaras devem cobrir a propriedade e não a via pública nem a propriedade do vizinho, os prazos de retenção devem ser definidos e limitados, e o acesso às imagens deve ser controlado e registado. Um sistema mal apontado não é só indelicado — é um problema legal à espera de acontecer.
Como corre um projecto
- Levantamento de risco. O que se protege, de quê, e quanto tempo a casa está vazia.
- Projecto. Zonas por objectivo (detectar / reconhecer / identificar), campos de visão, iluminação, gravação, retenção e acesso.
- Infraestrutura. Cablagem, alimentação e rede, na mesma planta da instalação eléctrica.
- Instalação e afinação. Incluindo o trabalho aborrecido que evita falsos alarmes.
- Entrega e acompanhamento. Com o sistema explicado a quem o vai usar.
Trabalhar com a iHome
Projectamos e instalamos sistemas eléctricos, de rede e de segurança em casas do Algarve desde 2006, somos dealer oficial Control4 e parceiro certificado KNX, com distinção nacional pelo trabalho de integração. A segurança é especificada ao lado da instalação eléctrica e da rede porque é aí que ou passa a fazer parte da casa ou fica um conjunto de aparelhos que ninguém mantém.
Ligue (+351) 289 090 900 ou escreva para geral@ihome.pt.